Brincando de azul

As fotos das férias ficaram… ótimas! Sim. SIM!

Esse é o terceiro filme da Harman que eu queimo. O primeiro tendo sido o Phoenix, depois o Red e agora o Azure. E o Azure sendo o meu favorito até o momento. Gostei muito do contraste e do drama que trouxe às fotos.

Sempre que eu penso em férias, viagens, é difícil mensurar quantos filmes vou querer usar porque bate um sentimento de “não exagera!”, mas também “não economiza!” pra não se arrepender. E no fim, acabo usando o que eu considero o suficiente, ainda que pense que poderia ter feito mais. Sim, um dilema, rs.

Foram duas semanas de norte a sul de Portugal, passando por algumas cidades da Espanha. Com este filme consegui capturar imagens em: Santiago de Compostela, Vigo, Guimarães, Coimbra, Nazaré, Caldas da Rainha e Costa da Caparica.

Para as outras cidades, usei Kodak Ultramax e Gold, mas, com uma câmera meio-quadro na jogada, a economia foi mais fácil :)

1ª do rolo, Vigo - Galícia

Essa foi a minha primeira vez visitando o norte de Portugal e a Galícia, e mais do que especial, com a companhia dos meus pais em sua primeira visita à Europa. Tantas histórias pra contar, risadas, espanto, surpresas, paisagens de tirar o fôlego… Bem diferente das nossas paisagens tropicais — apesar do clima quente como o nosso, porque, enfim, verão. E sim, nossos verões estão cada vez mais parecidos porque as temperaturas estão tão altas quanto as do Brasil. Uma loucura!

A Catedral de Santiago de Compostela foi um espetáculo à parte. De fato, uma arquitetura tão imponente dessa com essas cores… O drama que mencionei! O dia estava lindíssimo, céu azul e sem nuvens. Não poderia ter ficado mais feliz com o resultado.

Depois de Santiago, seguimos viagem para o sul, voltando às terras Portuguesas. O roteiro não seguiu qualquer lógica, fomos sentindo a vibe e encontrando cidades que talvez pudessem ter comidas/histórias/paisagens boas. Ou seja, nada difícil.

Guimarães foi uma delas, considerada o “berço” de Portugal, muito romântica, gracinha, com pessoas curiosas a olhar nossas caras de turistas estampadas no rosto. Eu sempre tenho essa impressão quando viajo para cidades menores, de que as pessoas ficam me encarando tentando saber quem eu sou. Será que é porque eu sou careca? Pode ser. Chama atenção, não é nada comum. E com uma câmera na mão, aí que as olhadas são inevitáveis mesmo.

Desta lista de lugares, Coimbra era a única que eu e o Constantin já havíamos visitado juntos — por duas vezes. Então dessa vez escolhemos fazer um passeio guiado de Tuk Tuk pra que, ao menos, meus pais (e nós também) tivéssemos uma noção mais profunda da história local. O guia foi ótimo, muito bem informado, bem humorado e nos levou em diversos pontos menos comuns e turísticos para termos acesso às vistas mais privilegiadas da cidade.

Minha predileta, no Seminário Maior com o baloiço a vislumbrar o Rio Mondego

E claro, a icônica Univerdade de Direito de Coimbra

Já na cidade seguinte, Nazaré, famosa pelas ondas gigantes que tem seus picos entre novembro e fevereiro, visitamos o Forte de São Miguel Arcanjo, que é o melhor ponto para se ver o fenômeno.

Como infelizmente não estamos na época certa, ficou apenas um gostinho de quero mais para voltar e apreciar o espetáculo num futuro próximo. Ainda assim, a vista de lá de cima impressiona muito e fico imaginando como deve ser na alta temporada com todos os surfistas a postos para “brincar” no mar e também os fotógrafos e cinegrafistas com aquelas lentes gigantes registrando cada momento. Incrível mesmo!

Caldas da Rainha foi apenas uma parada estratégica para tirar algumas fotos bonitas do Parque D. Carlos I, tomar um suco de laranja e um cafezinho pra acordar e seguir viagem de volta pra casa.

O passeio trouxe aquele respiro necessário. Esticar as pernas, admirar a vista, observar os animais e as pessoas. Claro que não poderia deixar de registrar esses pavilhões que são o cartão postal do parque e da cidade e que originalmente, serviriam para abrigar uma parte do Hospital Termal mas, pelo que diz a história, nunca foi de fato utilizado para esse propósito (e hoje, claro, algum complexo hoteleiro já tem olhos para restaurar e explorar essas belezinhas).

Por fim, mas não menos importante, as últimas fotos do rolo foram feitas do lado de casa, na Costa da Caparica.

Simbolizando o início e o fim da viagem com meus pais, que sim, entraram nas águas geladas do mar Português (reclamando e sofrendo, é claro) e também apreciaram a culinária, a natureza de cada lugar, o clima quente e tentaram com muito afinco se comunicar com o povo português, mas por motivos de ouvido não treinado e um sotaque MUITO diferente do nosso, passaram alguns pequenos perrengues. Tudo com muito bom humor, é claro!

Espero que possamos repetir essa viagem um dia.

Mamãe

Papai

Pé na areia de Caparica

Catarina F. Saraiva

© Intentional Grain, 2025

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