Sakura (e outros gatos)

Eu tenho um gata.

Sakura é uma gata sem raça definida, com a pelagem preta e branca, ou vulgarmente chamada de “frajolinha”, como o personagem de desenho animado sugere – apesar de não ter as cores marcadas no rosto exatamente como o original.

Adotei-a durante a pandemia junto com seu irmão, Kerberos. Os nomes foram escolhidos inspirados pelo famoso mangá/anime “Sakura Card Captor”, que fez parte da minha infância e adolescência levemente “otaku”.

Quando eu morava com meus pais, nós sempre tivemos animais de estimação. Cachorro, sendo esse o mais comum, gato, peixe, hamster… Esses últimos dois sendo invenção minha, mesmo, ou seja, só eu cuidava deles. Mas cachorros e gatos sempre foram os bichinhos da família e isso significava que todo mundo cuidava em conjunto, exceto pela parte financeira que cabia aos meus pais.

Na fase adulta, morando sozinha, eu não tinha tempo, espaço, dinheiro ou disposição para cuidar de animais, apesar de sempre ter gostado deles – dar e receber carinho, atenção, brincar, passear. Minhas primas mais velhas tinham bichinhos em casa e lembro de quando eu passava férias na casa delas o quanto eu amava passar tempo com eles.

Então o meu momento de ser “mãe de pet” chegou. Decidi adotar, sem muita consulta ao meu irmão e parceiro de casa na época, dois gatinhos. Isso foi após ler diversas matérias em blogs e conteúdos de redes sociais de que era sempre bom adotar dois ao invés de um só, para que fizessem companhia um ao outro, se lambessem (banhassem), brincassem… Enfim, coisas de gatos.

Sakura e Kerberos na casa da família

Eu não tinha experiência alguma, mas já me sentia muito bem informada com todas as regras e dicas que eu aprendi online e, olha… Devo dizer que me orgulho. Hoje eu e Sakura nos entendemos de forma surreal, porque a comunicação que existe e única é inexplicável. Penso que toda mãe de pet que é minimamente presente, sente e sabe disso, não é preciso detalhar.

O Kerberos partiu, o Oto também (nosso gatinho que nos deixou com 2 semanas de adoção aqui em Portugal), mas a constante vontade de me comunicar, brincar, dar amor, admirar e fotografar gatinhos por aí, não.

Na sequência estão algumas fotos da Sakura, feitas para iniciar ou finalizar rolos, da Katze, a gatinha da vizinha que nos visitava diariamente e depois descobrimos que seu nome era “Kate” (bem parecido com o nome que a demos) e outros gatinhos de rua pelas andanças dos últimos anos.

Para mim os gatos são sempre fotogênicos e, por isso, acredito que nunca vou deixar de registrá-los. Essa, talvez, seja uma forma de mantê-los próximos a mim, já que não posso adotar todos.

Catarina F. Saraiva

© Intentional Grain, 2025

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